segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

À Roberta,


Meu coração partido floresce rosa purpura;
minha dor cômoda brota de um vazio comunal
onde a escuridão sôfrega permanece infinita.
Um vazio alimenta essas lágrimas de espera,
desespero e furor.
Hoje o cinza do dia me trouxe respostas do
céu: soube quando seu doce veneno me enfeitiçou.
E entre os aromas de desejo sempre me vem
essa volúpia de dor. Se sabes bem que o existo minha
donzela, por que torturas esse amor?
Pois quando todos me perseguem, só ti minha musa, e
sua ideal espera me exala amor. E do seu perfume,
minha bela, nasce em mim um alquimista sofredor.
Em séculos de espera me torturas, ó destino existencial,
à confundir essa essência insubstancial.
Uma escolha me condena e sua espera é minha maior
pena e dor. Se te idealizo perdoes, pois minha musa
sempre serás, meu amor.